Colecionando conhecimento sobre arte contemporânea.

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Confesso que quando estava organizando a primeira Cowparade em 2004, eu dizia que não conseguia fazer uma lista de dez artistas brasileiros vivos que fossem famosos. Ignorância total, pode ser. Mas, sinceramente, o mercado de arte contemporânea passou décadas hermético, fechado nele mesmo. Ou você participava do mercado, ou não teria acesso e conhecimento sobre ele. Fato esse muito bem ajudado pela falta de instituições de arte, coleções e museus, por conta do não incentivo brasileiro a cultura. Fiquei sabendo essa semana que somos o país da América Latina com menor verba governamental para cultura, menor que Venezuela. Melhorou, sim melhorou muito, mas ainda pode melhorar mais.

Os anos de Cowparade me fez conhecer um universo imenso de artistas pelo Brasil todo. Os artistas contemporâneos consagrados, participaram, mas em número bem menor. Rochelle Costi fez um trabalho maravilhoso na primeira Cowparade em São Paulo, osgemeos, Luiz Hermano, Raul Morão no Rio, entre outros conhecidos. O Siron Franco fez um trabalho genial em Goiânia, nada comercial, mas com uma mensagem ótima, ele atropelou uma vaca. Não necessariamente deram certo esses trabalhos, a Cowparade é um evento popular, e o artista tem que entender muito bem a estrutura 3d da vaquinha, ter um pouco de humor também, para que o resultado dê certo.

Acredito que as feiras de arte, e a abertura de vários museus pelo Brasil, incluindo Inhotim, que vale um papo a parte, além do super empenho do CCBB em trazer exposições relevantes, contribuíram para que a arte contemporânea ficasse mais em evidência.

Nesse contexto, eu comecei a estudar. Lembram da pesquisa? pois então, eu fiz apenas uma faculdade, mas nunca mais parei de estudar. Sou auto-didata, e basta me interessar por um assunto para me afundar em livros, em leituras, em referências, em conversas, em visitas, em troca, em conhecimento. E foi assim que me afundei no assunto há mais de um ano. Primeiro pesquisei todo o mercado internacional, os principais artistas mundiais, alguns que inclusive conhecia, como Richard Sierra, Cindy Sherman, e percebi que o eixo das artes mudou, não é mais Itália, França, Espanha, Estados Unidos, mas pode incluir aí vários países do Oriente Médio, China, Japão, Inglaterra, Alemanha, e os países Latinos Americanos e o Brasil. Sim, o Brasil é muito bem visto no cenário internacional. A Colombia e a Venezuela tem uma cultura fortíssima. México, Argentina e Peru também. A Fundação Cisneros é uma das maiores coleções privadas do mundo. Aliás, coleções privadas são outro tema muito interessante. Depois falo dele. Em Miami, a Rubell Collection é considerada uma das maiores coleções de obras latino americanas do mundo, seguida da Marguille, De La Cruz, CIFO.

Na China, Ai Wei Wei além de artista, é uma revolução contra o regime comunista. Genial. Merece horas de papo só sobre ele. Outro artista chinês impressionante é Zhang Xiaogang, também muito politizada sua obra, e de uma sensibilidade absurda.

Para apreciar arte contemporânea tem que mudar o paladar, como quando começamos a beber vinho, que quanto melhor o vinho, mais difícil engolir os menos sofisticados, com arte contemporânea acontece a mesma coisa. Tem que abstrair. Esquecer a referência das telas pintadas com perfeição que nos deixaram séculos marcados, como Michelangelo, Da Vinci, Van Gogh, e outras referências geniais de pintores. Tem que lembrar de Duchamp e seu urinol. Tem que lembrar que o urinol do Duchamp é de 1917. Isso mesmo. Quase Cem anos de urinol e ainda não entendemos direito o que é a arte contemporânea. A arte contemporânea é cunhada na métade do séc. XX com a ruptura da arte moderna, com evidência maior a partir da década de 60. Tem que pensar que vivemos em um mundo onde a tela e o pincel são apenas uma opção ínfima de expressão de arte. Ou seja, temos infinitos meios, e infinitas formas de expressar a arte. Difícil, mas na hora que o bichinho morde, você fica fascinado. Percepção para aceitar o novo, ou as vezes efêmero. Não tão bem acabado, o crítico. Inhotim ajuda muito nesse processo. É um dos únicos museus do mundo que abandonou as famosas paredes brancas em labirinto e criou contextos arquitetônicos incluindo uma paisagem absurda de exuberante para expor sua coleção. E o resultado provoca as mais variadas emoções, entre elas, que essa nova forma de expor é fantástica, muito mais rica e interessante, lúdica, participativa, e lindíssima. Recomendo e muito Inhotim. Os curadores de museus internacionais como Moma, Tate Modern, ficam frustradíssimos depois de uma visita a Inhotim, que vão fazer com aquele monte de parede branca.

No Brasil, temos zero incentivo para que os colecionadores fundem instituições para tornar pública suas coleções. Em Ribeirão Preto, João Figueiredo Ferraz, fundou seu instituto, e vale uma visita a cidade. Nuno Ramos, Caetano de Almeida, Iolle de Freitas, Ernesto Neto, sua coleção passa praticamente por todos os contemporâneos mais expressivos brasileiros, e com uma harmonia incrível. Muito bem selecionada as obras. O espaço também é muito bonito, maior que o Mam em São Paulo, o que é ridículo.

Acho que hoje entendo alguma coisa do mercado brasileiro, mas ainda tenho que aprender muito. Tive a oportunidade de conhecer várias coleções, conversar com os mais importantes colecionadores brasileiros. Fui em praticamente todas as galerias do eixo Rio/São Paulo. Além de pesquisar todas as galerias do Brasil e seus artistas. Outra experiência interessante, visitar galerias fora do dia do lançamento das exposições. E estou muito feliz com a quantidade de artistas, e de galeristas que ainda podemos trabalhar. Temos um acervo riquíssimo no Brasil. Ainda representamos 1% do mercado mundial de arte, e somos a quinta economia do mundo, logo podemos crescer muito.

Muito feliz, adorando o assunto, cada dia aprendo mais, e com uma coceira enorme de começar minha própria coleção, mas primeiro temos que fazer uma feira lá em Miami!

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Memórias…

 

FOLHA DE S. PAULO – 03/03/97 : A Quatro Mãos / Washington Olivetto & Ester Krivkin (30 anos)

 

Existe um novo profissional dentro das agências de publicidade mais

modernas: o Suporte Tecnológico. Filho dos computadores e do mundo
pós-Silicon Valley, esse profissional é o encarregado de gastar depressa o
dinheiro que a gente ganha devagar. Mas, sem dúvida nenhuma, mantém a
agência atualizada. É exatamente isso que faz Ester Krivkin. Pioneira nessa
área em agências brasileiras, Estercnológica ou Esternet, como é conhecida
pela gente, é a minha convidada no “A quatro mãos” de hoje para falar de
tecnologia nas agências de publicidade. Como manter uma agência de
publicidade atual? Gastando mais depressa o dinheiro que eles ganham
devagar. Infelizmente o binômio tecnologia3/4dinheiro ainda existe e
persiste. Manter uma agência de publicidade up-to-date com o que existe de
mais moderno em hardware e software demanda um trabalho de pesquisa
constante e intermináveis grandes investimentos. Um investimento mínimo
anual de US$ 500.000,00 só para updates, upgrades e atualização de seus
computadores e softwares. Além de horas e horas de navegação na Web, alguns congressos no exterior, algumas visitas a agências internacionais,
universidades (como o MediaLab, do MIT) e muita conversa. A famosa troca de
figurinhas. Por trabalhar sempre contra o relógio, uma agência de
publicidade necessita de mais velocidade. Não tem Power PC, hard disk, Fast
Ethernet e RAM que resistam à criatividade dos diretores de arte. Às vezes,
até extrapolamos em recursos. Creio que o Brasil é um dos únicos países do
mundo que possui uma rede de rádio de alta potência (10 Mbps) para
transmissão de arquivos e videoconferência. Essa rede, dos Editores Gráficos
Burti, foi implementada a pedido da agência. Executar um trabalho
digitalmente e depois depender do trânsito de São Paulo para que este chegue
à gráfica não combina com o espírito “contra-o-relógio” das agências de
publicidade. O sistema não pode falhar. A impressora tem sempre de imprimir
com a máxima qualidade, o servidor tem de estar sempre no ar, o backup tem
de estar 100% em dia. E, esta é a pior parte, produzimos 4 Gb de informação
por semana. É informação que não acaba mais. Para garantir a integridade de
todo esse sistema, utilizamos no-breaks de última geração, rede de dados de
100 Mbps, impressoras a laser coloridas e um sistema de backup com
capacidade de até 10 Gb por fita. Essa parte é o arroz com feijão. O bacana
é inovar. Por que não fazer vídeos ou story boards eletrônicos? Possuímos um
sistema de edição de vídeo não-linear com qualidade broadcast. Por que não
criar o nosso próprio Web Site? Utilizamos a criatividade dos nossos
diretores de arte e redatores, mais algum conhecimento em html, vrml e
outros “ml” para colocar nossa página no ar. Por que não ser um dos
primeiros a ter uma intranet com nossos clientes? Novo projeto em
desenvolvimento. Esses desafios tornam o trabalho de suporte tecnológico
cada vez mais excitante. Quando você pensa que não vão inventar mais nada de fantástico, aparece o DVD. Mas o grande desafio mesmo é ser tecnológico num país que dificulta a importação de coisas que não produz. Agora o mais
bacana de tudo seria convencer um certo dono de agência a trocar o “toc-toc”
de sua Olivetti pelo “tec-tec” de um computador. O computador eu já comprei.
Só falta ele começar a usá-lo. Caso isso aconteça, vocês podem ter certeza
de que esta agência estará 100% tecnológica e informatizada e eu vou poder
“estercnologicar” e “esternetar” em outras bandas.

Washington Olivetto é
Presidente e Diretor de Criação da W/Brasil e Ester Krivkin é Suporte
Tecnológico da W/Brasil

Para tudo tem uma explicação.

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Hoje vou contar um segredo.

Várias pessoas me perguntam como é que eu consigo fazer tanta coisa e ainda ter tempo para escrever no Facebook.

Então vamos lá a mais um capítulo do essa é sua vida.

Pai é sempre ídolo na infância, e o meu pai, fez tudo direitinho para ser o meu ídolo. As vezes iamos passear no Centro de São Paulo e ele me levava no banco. Me sentava no balcão e datilografava o que eu quisesse sem olhar para a máquina de escrever. Pois é, tinha máquina de escrever para os clientes no banco, não sei exatamente porque. Eu achava que ele era um gênio, pois conseguia escrever qualquer coisa sem olhar para a máquina. Passavamos um bom tempo nessa brincadeira. Quando eu fiz quatorze anos, fiz um curso de datilografia, e aprendi a datilografar com todos os dedos em uma rápidez absurda. Ganhei uma máquina de escrever do meu pai. Um dos pouquissimos presentes que ele realmente escolheu e comprou para mim, minha mãe que sempre comprou.

Parentesis, me lembrei. Meu maior orgulho de trabalhar na W/Brasil foi fazer o Washington Olivetto aposentar sua famosa máquina de escrever vermelha. Post anterior. Voltando.

Logo, eu digito hoje muito rápido, tanto que é chato conversar com alguém em msg, pois eu escrevo muito rápido e a maioria das pessoas catam milho e parece que eu falo pacás enquanto os outros dizem: Sim, oi, tudo bem.

Outra coisa importante eu sou mulher, e mulheres tem a capacidade de fazer muitas atividades ao mesmo tempo.

Levando em consideração o exposto e a quantidade absurda de assuntos que me interesso, e que gosto de conversar, fica fácil parar uns minutinhos e dar uma relaxada no meu dia, escrevendo.

Pronto explicado, para quem queria entender meu segredo.

Ah, e ainda por cima, eu sou uma applemaniac assumidissima, e ou estou no iphone, ou no ipad, ou no meu mac, logo, tenho sempre as ferramentas necessárias a mão para escrever.

Só falta um revisor. Eu sou totalmente analfabeta, como metade das palavras, troco letras, isso quando não misturo linguas. Brinco que sou analfabeta em várias linguas, e perco mais tempo revisando e corrigindo os textos que escrevendo.

Aprendam a digitar! conselho do dia, facilita muito a vida.

A importância de saber pesquisar.

 

Eu aprendi desde de pequena a pesquisar. Adorava fazer os trabalhos sobre história judaica. E meu pai me ensinou que para escrever sobre um determinado assunto você deveria ler várias versões. Tínhamos acesso a enciclopédia Judaica na Hebraica. E vários livros em casa importantes, como a biografia do Abba Eban, da Golda Meyer, e era assim que eu coletava informações para fazer meus trabalhos. Sentava na mesa da sala, com dezenas de livros abertos, cada um na página sobre o tema. Lia cada um, e depois escrevia meu trabalho naquelas folhas horrorosas de papel almaço. A minha amiga Deborah Erlichman tinha uma letra tão absurdamente perfeita, que parecia impressão, não esqueço disso até hoje. Ela enchia aqueles almaços inteirinhos.

Hoje, claro, dificilmente vamos sentar abrir um monte de livro de pesquisa, vamos “googlar”. Agora podemos “googlar” cair na wikipedia e se satisfazer com o que lemos ou ir mais a fundo no assunto.

Eu gosto de ir a fundo no assunto. E normalmente começo lendo uma determinada matéria no jornal, depois vou para o computador e entro no assunto até preencher minha curiosidade. No final tenho uma noção mais consistente, ou talvez com mais argumentos daquele assunto. A minha amiga Cuca Petit é fera nesse tipo de pesquisa. Dá o tema, a Cuca vem com uma tonelada de livros e links para você ler. Quando começamos a conversar, podemos passar horas em um determinado tema, e eu já aprendi um montão com ela. A última da Cuca foi pesquisar tudo sobre a comunidade judaica na Espanha. Os catalães são muito parecidos com os judeus, e isso deve intrigá-la claro. Bem, ela descobriu um roteiro fantástico das juderias. Podemos ir para Espanha e passar um mês inteiro, indo de cidade histórica e cidade histórica nesse tema. Até uma mikve, ela descobriu. Um dia ainda vamos fazer essa viagem.

A pesquisa vai enriquecendo seu conhecimento e trás também um raciocínio lógico baseado em referências. Uma referência vai te levando a outra referência, como os hyperlinks. Estudei bastante o começo das linguagens de programação para internet e tinha um tema que era fascinada SGML, ou standard generalized markup language. O SGML foi criado em 1960 pela IBM, principalmente por causa do grande volume de documentação do governo americano e da indústria espacial. E é uma forma de “indexar” documentos por metalinguagem, ou hyperlink, ou referências cruzadas a partir de determinadas palavras. Foi o SGML que deu origem ao HTML, ao XML, e ao que entendemos hoje por clickar em determinada palavra para ir a um outro site ou saber mais de determinada informação, ou até googlar.

A pesquisa é importantíssima no empreendedorismo. Todos os business plans que fiz até hoje, são baseados em meses de muita pesquisa e muita leitura. Vários eu nunca executei. Esse vídeo do Petit, que coloquei ontem, diz algo importantíssimo, fala que praticamente já se criou tudo. Temos que saber “usar” as referências que vamos “coletando” durante a vida.

Ester-Bob-Esponja. Bom dia, para você que também gosta de pesquisar!

Uma vida entre cores

1394396_10152391042043272_1284631226_nDesde criança eu gosto muito de cores. Era fascinada pelos lápis coloridos, principalmente aquele giz de cera gorducho. Meu sonho era ter uma caixa de Caran d’Ache, que custava uma fortuna. Adorava desenhar, criar, mas não tinha muito talento. Ou talvez, não sabia explorar o talento. Mas sempre fiz tudo com muita criatividade. Desde participações em festas a fantasia, trabalhos escolares, e principalmente tricot. Eu inventei um método de fazer meias e luvas de tricot. E claro fiz toneladas de meias e luvas. Eu lembro que uma vez convenci todas as minhas amigas de fazerem tricot em uma temporada com a Marjorie em Itaipava. O último ataque de criatividade artesanal aconteceu no final de 2011, quando eu fiz mais de setenta pulseiras em macramê tipo shambalas, lindas, coloridas, em quinze dias.

Sempre tive o apoio da minha mãe, Elca Krivkin, que fazia de tudo para realizar da melhor forma possível as minhas idéias. Ela também é muito habilidosa manualmente, e desenha super bem, meu pai também. Já minha vocação musical é uma lastima, adoro música, mas não consigo nem bater palmas no ritmo.

Sou ariana e aprendi que para fazer qualquer trabalho manual, só dá certo se conseguir terminar em algumas horas. Tudo que tentei fazer que levava mais tempo, eu desistia. Claro que entrava de cabeça em uma intensidade absurda. Como quando resolvi aprender a tecer em tear manual. Comprei um tear gigante ocupava 1/3 da minha sala, ia lá no Sesc Pompéia fazer curso depois da Intek. Fiquei um dia 8 horas tecendo sem parar e depois nunca mais peguei no tear.

Tentei pintar também, uma vez fui para Londres e comprei vários tubos de tinta óleo, dourado, prata, cores cítricas, ainda não tinha aqui. Cheguei no Brasil comprei telas, e comecei a pintar hipopótamos. Eu tinha engordado muito e me sentia um hipopótamo, e passei a pintá-los e dar de presente, pois não tinha mais onde por hipopótamos. Temos um casal em casa que representa eu e o Mi, o Gorducho e a Gorducha, e emolduramos em dourado, como uma super obra de arte. Tenho também uma tentativa de Van Gogh e seu campo de girassóis. E parei por aí. Um quadro o Mi me fez dar, pois ele dizia que não dava para suportar, os hipopótamos tudo bem, mas aquele quadro…

Estudei teoria das cores na Escola Theobaldo de Nigris do Senai, por causa do Mario Busch, e foi importantíssimo na minha vida. Minha vida sempre foi regrada por cores. Estou na fase azul agora. Tenho bolsa, sapato, blusas, estou parecendo o Roberto Carlos. Definitivamente não sou bege. Nossa casa tem paredes coloridas, que mudam conforme as fases, agora temos verde pistache, azul céu, e cinza escuro. Já tivemos uva, vermelho, verde escuro, laranja, amarelo e até rosa antigo.

Fazem uns quinze anos ou mais que pinto as unhas coloridas. Tive uma coleção enorme de esmaltes. Uma vez quase a Veja fez uma matéria sobre essa coleção. Na época não estava na moda, esmalte. Hoje continuo pintando as unhas coloridas, e estou na fase azul tinta Bic. Adoro. Nas minhas viagens de trabalho a diversão era comprar esmalte. Eu trocava praticamente todos os dias de cores, principalmente quando eu ia visitar meu irmão em Berkeley, e pintava as unhas da Sil no Wallgreens para testar as cores. Depois comecei a pintar o cabelo, fiquei ruiva escuro, cabelo preto, loira platinada, e ruiva Nicole Kidman. E depois me encantei pelo mundo do make-up. Conhecia tudo. Fazia make-up em todas as lojas americanas. Mac, MakeUpForEver, Lorac, Bobbie Brown, Nars, YSL, eu posso passar a vida dentro de uma Sephora. Pena que não posso usar muito, pois me da alergia, mas adoro.

Presto muito atenção nos detalhes, não gosto do que está na moda. Eu crio a minha própria moda. Depois que eu engordei muito, o jeito foi me vestir básica e explorar acessórios. Comecei a fazer minhas próprias jóias, evolução dos anéis de cristal, e me encantar com as pedras preciosas. Estudei sobre pedras. A pedra da vez é o topázio london blue, já que não dá para ter uma turmalina paraíba. E ainda vou comprar um anel de opala negra, da Marcelinha, minha amiga querida, e suas jóias maravihosas, Ayd von Ayd.

As cores são importantíssimas na vida. Existem teorias que dizem que as cores estimulam o apetite, acalmam na hora de dormir, relaxam, deixam eufórico, etc.

Eu vivo uma vida bem colorida.

Bom dia! Boa semana. E um pouco de cor na vida de vocês. Que tal o azul de esperança?

texto bom para esse dia cinza…