La Butte du Lion. Sem solução final, ou um final bem feio.

hoje eu tô que tô.

Hoje tem assunto. E mais confuso ainda.

La Butte du Lion.
Sem solução final, ou um final bem feio.

Minha mãe assina a Época e essa semana ela me recomendou ler uma entrevista com o historiador israelense Benny Morris, que veio ao Brasil para o lançamento de seu livro de 2012: Um Estado, Dois Estados. O tema “Não há chance de paz entre Israel e Palestina”. Li a entrevista, e como sempre fui atrás de me aprofundar no que Benny Morris queria dizer com essa frase, para alguém que entende profundamente do assunto.

Morris nasceu em um kibbutz em 1948. É especialista no assunto e foi criticado pela comunidade, quando teve acesso a documentos do arquivo do governo israelense e escreveu sobre o Exodus Palestino de 1948. Nesse livro Morris fala das atrocidades cometidas pelo exército israelense para ocupar o território.

Os pensamentos de Morris são muito fortes e tem que ser lidos buscando as metáforas. Não tem pudores em relação ao humano, ou seja não é nada hiprócrita, e sim uma visão geo-política, onde humanos são marionetes protagonistas do momento histórico. Logo, para ele é justificável as atrocidades do exército israelense em 1948, como única forma dos judeus terem uma terra, já que os palestinos não conseguem conviver com os judeus. Eu também comparto de suas idéias, não adianta achar que as conquistas, ocupações ou colonizações se dão com tapinhas nas costas.

Um parêntesis.

Estive em Waterloo, aliás recomendo, e visitei o monumento e o museu onde Napoleão perdeu a batalha, La Butte du Lion. Você sobe uma escadaria enorme para ver o campo, hoje imaginário, e a famosa escultura gigantesca do leão. Como a pirâmide é muito alta e a região bastante plana, você tem um mapa que te orienta a “enxergar” os flancos. Eram os franceses, 74.000 combatentes e 256 armas, os aliados, anglo-alemães, do Duke de Wellington, 68.000 combatentes e 156 armas, e os prussianos, 70.000 combatentes. Morreram de forma sanguinolenta, 15.000 aliados, 7.000 prussianos, 26.000 franceses. Napoleão perdeu.

Voltando ao Morris.

Ele quis ver o lado de lá, falou muito do lado de lá, entendeu profundamente o lado de lá e suas conclusões são bastante desanimadoras e fazem muito sentido.

O Estado de Israel não teria se constituído sem o exodus desses 700.000 palestinos. O conflito Israel Árabes é como uma bomba relógio. Suba em The Butte Lion e imagine o flanco israelense e o flanco dos aliados árabes. Muito fácil os países árabes se armarem com bombas atômicas e biológicas e aniquilarem de vez Israel, ou como diz Morris, jogar todos no mar.

E aí eu deixo Benny Morris falar:

Sobre terrorismo
“Palestinian society is a very sick society. It should be treated the way we treat individuals who are serial killers… Something like a cage has to be built for them. I know that sounds terrible. It is really cruel. But there is no choice. There is a wild animal there that has to be locked up in one way or another. “

Sobre islamismo
“”There is a deep problem in Islam. It’s a world whose values are different. A world in which human life doesn’t have the same value as it does in the West, in which freedom, democracy, openness and creativity are alien. He also says “Revenge plays a central part in the Arab tribal culture. Therefore, the people we are fighting and the society that sends them have no moral inhibitions.””

Sobre a Palestina
“We have to try to heal the Palestinians. Maybe over the years the establishment of a Palestinian state will help in the healing process. But in the meantime, until the medicine is found, they have to be contained so that they will not succeed in murdering us. Something like a cage has to be built for them. I know that sounds terrible. It is really cruel. But there is no choice. There is a wild animal there that has to be locked up in one way or another.” This was said in the context of Palestinian terrorists and suicide bombers during the Second Intifada.

Sobre sobrevivência
“…that’s so for the Jewish people, not the Palestinians. A people that suffered for 2,000 years, that went through the Holocaust, arrives at its patrimony but is thrust into a renewed round of bloodshed, that is perhaps the road to annihilation. In terms of cosmic justice, that’s terrible. It’s far more shocking than what happened in 1948 to a small part of the Arab nation that was then in Palestine…We are the greater victims in the course of history and we are also the greater potential victim. Even though we are oppressing the Palestinians, we are the weaker side here. We are a small minority in a large sea of hostile Arabs who want to eliminate us. So it’s possible than when their desire is realized, everyone will understand what I am saying to you now. Everyone will understand we are the true victims. But by then it will be too late.”

e por hoje chega.

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