Mais uma de Nova Iorque


Meu irmão morou por 3 anos em Berkeley com a minha cunhada, a Sil. Eles fizeram master na UC e ficaram mais uma longa temporada por lá trabalhando.

Em uma das minhas viagens há trabalho eu combinei de encontrá-los em Nova Iorque. A MacWorld iria ter a primeira edição no Javits e iria ver a palestra do Steve Jobs. Eu vi, juro que vi, chorei, gritei, mas já escrevi em outro texto sobre a minha vida e a Apple.

Nessa época eu trocava a cor do esmalte e do cabelo quase todos os dias. Antes deles chegarem fui passear no Soho. Entrei em uma loja bem descolada e alternativa e comprei um potinho de uma tinta de cabelo na cor vermelho bem escuro. Como boa ariana, eu tinha que testar imediatamente o produto.

Dessa vez estava no Wellington, super upgrade, comparado com o Pickwick, sempre lembrando da referencia. O quarto era duplo e tinha um banheiro. O Wellington era outra porcaria de hotel velho, cheirando mofo, lotado de turista, mas o quarto era bem maior. Resolvi pintar o cabelo. Minha mãe a vida toda pintou o cabelo sozinha em casa e de tanto ver ela pintando achei que era fácil.

No que eu comecei a bagunça me dei conta que não tinha o pincel, as luvas, a água oxigenada e o algodão para limpar o rosto, a toca, o potinho para misturar. Só que nessas eu já tinha enfiado a mão na meleca da tinta e passado no cabelo.

Foi um caos. Meu irmão e a Sil chegaram e o banheiro tava todo tingido de vermelho. As louças, as toalhas, eu. Sabe aquelas cenas de filme de comédia, que quanto mais você tenta limpar mais suja? Os dois me tiraram o maior sarro, mas já estavam acostumados com as minhas maluquices. Meu cabelo ficou todo manchado, depois tive que arrumar no Brasil.

Para aumentar a zona eu tinha comprado um jogo de 4 talheres de pratas, maravilhosos, onde cada peça era de um jeito. Eram réplicas de talheres de hotéis antigos. O jogo tava preto, mas era o único da loja. Eu queria tanto que comprei daquele jeito. Não via a hora de ver os talheres limpinhos e fui comprar um limpador de prata para ver se conseguia limpá-los. Fiz outra meleca no quarto. E até hoje eu me xingo que só comprei quatro. Difícil de usar, pois sempre vinham 6, 8, ou até 40 pessoas jantar em casa, mas nunca 4.

Passei anos sem poder ver um Wallgreens ou Duane Reade que era entrar e sair com vários esmaltes e cada unha de uma cor. O único jeito de testar os esmaltes. Em NY tem um em praticamente cada esquina. O Mi quer me matar, pois entro em todos. A Sil também adorava a brincadeira, eu usava as unhas dela também para testar as cores.

Na vida a gente não precisa de muito para se divertir. Cheguei a ter uma coleção enorme de esmaltes e desencanei. Voltei a comprar esmaltes faz 1 ano, pois realmente agora explodiu a quantidade de marcas e cores. Encontrei um paraíso em Miami, que é de enlouquecer qualquer mulher. Na minha diversão eu até permito um ou outro Chanel, ou o vermelho da Christian Dior que é imbátivel, mas a graça mesmo é comprar os baratinhos.

Outra mania, foram os make-ups. Eu ia na Sephora, Saks, Nordstrom de NY e San Francisco e fazia os make-ups de graça para conhecer os produtos. Acabava comprando um monte de coisa. E ficava brincando de cada dia fazer um make-up diferente. Um dia dramático, outro dia executiva, outro dia colorida, até que fiquei com uma baita alergia dos produtos.

Amo make-up até hoje, mas tenho que usar com muita parcimônia.

Voltando para NY. Nessa viagem, meu irmão e a Sil passeavam de dia e nos encontrávamos à noite. O Beno estava numa pegada “alternaba” de tudo, “contra-culturando” há quase dois anos na California, queria provar sempre o diferente. E fez eu e a Sil jantarmos em um restaurante etíope. Ele já tinha ido em um em Berkeley. Prestem atenção: etíope. Que come o etíope?

NY tem os melhores restaurantes do mundo, a culinária mais diversificada, e fomos em um etíope. Nós duas queríamos matar ele. Etíope come algo parecido com o mezze árabe. Um pão-panqueca parecido com pão sírio. Parecido, e fica por aí. Eu acho que a panqueca é feita com iogurte, pois tem um gosto azedo, e as pastas do mezze são todas irreconhecíveis com gosto estranho, umas verduras azedas e bem dispensáveis. Você come com a mão, pega a panqueca e enche de algum recheio. Ficamos anos enchendo ele com essa tal comida etíope. Uma vez e never more.

Foram alguns dias de muita farra com meu irmão e a Sil e foi a primeira vez que vi nevar em Nova Iorque. Fizemos guerra de bolas de neve no Central Park, que fica mais lindo ainda todo branquinho. Apesar de ser março, ainda estava nevando. Miss that time!

e as aventuras continuam, hoje tem três textos. Feriado em São Paulo …

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