Minhas histórias de empreendedora, sempre repletas de arte

Engraçado apesar de eu não gostar de vender, desde criança eu tenho essa coisa de vender dos judeus. Então com 9 anos, a minha amiga de infância, Eliane, me mostrou vários tipos de materiais escolares e de escritório que a fábrica de seu pai fazia. Eram pranchetas de acrílico, porta clipe com imã, e potinhos de acrílico. Começamos a vender isso na escola. Meu primeiro contato com arte foi um jogo de criança que tinha todas as obras do MASP, eu adorava o Renoir, o Van Gogh, o Modigliani. Segundo a Marjorie, sempre fui muito criativa, ela me conhece desde os 9 anos, e é minha amiga-irmã até hoje. Eu também sempre ajudava na venda da Feira do Livro do Peretz, eu lembro que uma vez vendi a coleção inteira do Para Gostar de Ler de livros de crônica, do Fernando Sabino, Drummond, para alguém e fiquei super feliz. Aí com uns 14 anos, eu e a Bettina, resolvemos criar sabonetes decorativos. Nós comprávamos sabonetes tipo lux no supermercado, e colávamos um desenho bonitinho em cima, e vendíamos para as pessoas colocarem de enfeite no lavabo. E várias dessas, jornalzinhos de centro acadêmico, livros, peça do Macbeth, até uma peça de teatro do boi bumbá eu ajudei a produzir.
Com 18 anos comecei no meu primeiro emprego, minha mãe que me arrumou. Meu pai, Saul, adora dar conselhos, e o do primeiro emprego foi: Ninguém é insubstituível. Inesquecível, verdade absoluta para o resto da vida. Já comecei em uma espécie de MBA, Doutorado, pois fui trabalhar com o gênio Israel, e com a gênia colecionadora de diplomas, Martha Gabriel. Com um time desses, eu era a caçula, que não tinha a menor responsabilidade na época, as vezes o Burman ligava em casa e implorava para eu chegar antes das 10h no escritório. Época de balada já viu…com essa pouca idade, eu lidava com as maiores empreiteiras do país. Esses dois gênios, escreveram sozinhos um sistema para gerenciar obras de grande porte que não existia em lugar nenhum do mundo. Você conseguia saber quantos tijolos ia ter que por na obra, que dia, quanto homem/hora, quanto custava. Ou seja, era algo super complexo, aprendi o que era Cronograma Físico, Cronograma Financeiro, Gantt, Pert/CPM, entre outras técnicas antigas de gerenciamento de projetos. Meus clientes eram: Aeroporto de Guarulhos, Camargo Correa, Furnas, CBPO, etc.
Eu me formei em analise de sistemas na FATEC aos trancos e barrancos. Não conseguia terminar essa faculdade de jeito algum. Sou horrível em programação. Eu gosto e sempre gostei de lógica. E essa lógica me faz entender processos, sistemas, eco-sistemas, pesquisa, visualizar situações em 2d e 3d. Além de eu sempre gostar muito de arte. E queria conhecer o mundo. Por isso estudei e falo tantas línguas, inglês, espanhol, italiano, arrisco francês, e estudei hebraico por 14 anos, mas com certeza falo mais chinês, mandarim, que estudei por 1 mês, Xie Xie.
Foi aí que eu resolvi me inscrever num processo para tentar fazer um estágio no exterior com 21 anos. A Paula, amigona minha da FATEC, me convenceu, e lá fomos nós. Eu consegui uma vaga na Arthur Andersen em Madri. Nunca tinha ido viajar para o exterior. Era um sonho. Em Madri eu conheci o Goya e sua fase negra, o Velazquez e suas meninas, a Guernica de Picasso, o Miro, as tapeçarias flamencas do El Escorial, mas o inesquecível mesmo, foi uma exposição dos cadernos de Picasso de escola, que nos cantos eram repletos de desenhos. Sensacional. E fui logo de estagiaria/becaria da Arthur Andersen, na época a maior consultoria do mundo. Trabalhei em vários projetos, sempre muito rebelde. Afinal eu tinha passado cinco anos com dois gênios, já era gerente fazia tempo, tinha minha sala com uma vista linda para o Ibirapuera, e fui virar estagiária, já viu né.
E consultoria é a maior grande mentira do mundo, e vai fazer uma cabeça dura que nem eu entender com 20 e poucos anos que o mundo não tinha lógica, era totalmente voltado para interesses, e que as pessoas mal sabiam o que compravam, compravam a grife. Eu tinha chefe que chegava ao cumulo de pegar uma apresentação feita para uma empresa, e me mandava grudar o nome da outra e tirar cópia para apresentar para outra empresa. Eu achava isso um absurdo. Mas aprendi um monte de coisa que não quero fazer nunca mais na minha vida. Primeiro eu trabalhei na Motovespa.
A Europa é infestada de Vespas, Vespinos, elas vem que nem nuvens na rua. Achava o máximo! Aprendi sobre just in time. Alias eu aprendi uma coisa que toda vez que eu entro naquele Shopping Cidade Jardim eu tenho vontade de matar o engenheiro que fez aquilo. Que existem réguas para calcular curvas de carros e caminhões. Quem já ficou entalado naquele absurdo de garagem mal feita?
Foi na Motovespa, no refeitório, eu comia com a diretoria, que experimentei pela primeira vez angula. Angula são os filhotes de enguias, uma iguaria, eles são minúsculos, transparentes, e tem os olhinhos te olhando no prato. Hoje comemos isso em restaurante japonês, o Mi chama de bichinhos felizes.
Da Motovespa, onde eu colava nomes e passava o dia no Autocad, e tirando fotocópias, eu fui para Enasa, a Enasa hoje foi comprada pela Mann – Volkswagen. Na época era a maior fábrica de caminhões da Espanha. Eu tinha que pegar a carretera que vai para Barajás todos os dias. Íamos de carona e voltávamos de carona. Tinham mais de 25 arturos (como eramos chamados) internados lá na ENASA. O meu gerente me colocou para fazer um sistema. Ferrou, como eu disse não sei programar, meus amigos da FATEC são testemunha, tentaram de tudo para me ajudar. E aí, eu comecei a enrolar o gerente. Eu achava ele uma anta, e alguém que trabalhou com dois gênios, como é que consegue trabalhar com uma anta, impossível. Eu aprontei tanto, que fui transferida. E foi aí que escutei uma frase inesquecível “La mierda cuanto más se mueve más huele”, a merda quanto mais se revira mais fede, isso foi dito pelo Sócio-Vice-Presidente de RH da Arthur Andersen. Normalmente todos os principais executivos são sócios. Ele percebeu que estava lidando com alguém ingerenciável e me fez a seguinte oferta: a partir de agora você trabalha para mim na Torre Picasso. Pronto, eu becaria, passei a ser responsável em treinar vários departamentos da Arthur Andersen em todos os principais softwares de microcomputadores. Lembrem-se estavamos na transição dos grande porte para os micros. Era curso de DOS, Wordperfect, Lotus, e por aí vai, en español, por supuesto. Eu adorei! Acabou minha beca, e fui para Paris, Louvre, Niki de Saint Phalle, Rodin, que cidade absurda. De Paris fui para Bruxelas, minha melhor amiga, Raquel, tinha casado com um belga e passei uma temporada por lá, mais museus, mais exposições, a beleza estonteante da Gran Place e os chocolates do além. Voltei para o Brasil, e o Burman me contratou novamente. Fiquei mais 1 ano e meio com ele. E um belo dia, eu percebi que odiava sistema, odiava programar, que tinha feito uma faculdade de algo que eu odiava. No fundo eu gosto do que essa lógica toda me proporcionou. Eu adoro computadores e toda essa tecnologia como ferramenta, mas não como técnica de fuçar bit. Fiz a famosa viagem de mochila pela Europa, Madri novamente, Barcelona, Paris, Bruxelas, Amsterdam, Genebra, Lausanne, Chamonix, Annecy, Verona, Milão, Lyon.
Fiquei desempregada. Nunca tinha ficado desempregada. É horrível procurar emprego.
Aí achei outros gênios, Jairo, Mario e Rossane. E lá fui eu sem entender porra nenhuma trabalhar na Intek. A Intek era a maior revendedora de Apple no Brasil, isso em 1991. O Jairo me contratou para fazer um sistema em DoubleHelix. O raio do sistema não ficava pronto nunca, claro, eu sempre fui péssima em programação. A Intek era praticamente a Disney de quem gosta de tecnologia. O Jairo comprava absolutamente tudo que tinha no mercado internacional e passávamos horas testando tudo. Eu podia até levar computador para casa. Assim tive meu primeiro Classic, me arrependo até hoje de ter devolvido. O negócio foi crescendo e tomando várias proporções, entre fazer apresentações em PageMaker para executivos, em lindas transparências, impressas em acetato, até editorar revistas, como a revista da TVA, a revista Caras, até implementar todos os equipamentos nas grandes empresas nacionais de imprensa, editores, desde Abril, Folha, etc. Até dar curso para as pessoas saberem migrar do manual para o digital. E foi aí que me encaixei. Eu dava cursos. Dei curso para um monte de revista da Azul, na época que a Ro dirigia a área, desde Walcyr Carrasco, com a Contigo, até a Terra, Bizz, e depois Veja, Playboy, Placar, sei lá nem lembro mais.
Mas no meio do caminho. Eu meio no começo pagava para trabalhar na Intek, aí a minha cunhada Silvana, preocupada comigo, levou meu currículo para Goodyear, onde ela já trabalhava há muitos anos. Me fizeram uma oferta para ganhar um belo salário e ser analista de suporte de mainframe e micros. A Goodyear não podia mais contratar, e quem fazia isso era o Marcos Stephanini, hoje a maior empresa brasileira de consultoria, com mais de 10.000 funcionários. Dei cursos para o Marcos também. E para não ficar longe da Intek e dos Mac, eu trabalhava na Goodyear das 8 as 17.30 e ia de ônibus para Intek e ficava lá até 10.30 da noite. A melhor parte da Goodyear era quando eu ia nas fábricas. Adoro fábrica. Adoro processos. A da Goodyear era impecável, não sei como conseguiam fazer pneu, algo com cara de sujo, cheiro de borracha, ser tão limpo e ordeiro. Entrava polímero de um lado, saia pneu do outro, era sensacional. Uns três meses depois eu tava totalmente zureta, imagina mexer com mainframe, micro com DOS e Windows e Mac tudo no mesmo dia. Cheguei para o Jairo e falei que queria sair da Goodyear, mas ele ia ter que me bancar um salário decente. Ele topou.
Fizemos várias feiras para Apple, todos esses cursos, até que um dia, um amigo da família, o Jorge Iervolino, que também era cliente da Intek, me perguntou se eu queria fazer uma entrevista na W/Brasil. Eu falei, opa é pra já. A W/Brasil na época era super famosa, 1a agência do Brasil em faturamento e em campanhas na boca do povo, e lá fui eu fazer entrevista com o Yoshito e o Gabriel. Já dei de cara lá com o Gianfranco Beting, amigo da família, e me contraram. Explicar o que era a W/ nessa época, é impossível. Era como uma família, eu tive três pais: Washington Olivetto, Gabriel Zellmeister e Javier Llussá. Os três donos, que me requisitavam o tempo todo, e sempre me estimularam.
Logo que eu entrei na W/, eu fiz outra viagem para Europa. Dessa vez uma viagem muito específica. Eu voava de glider, pois é parapente, que conheci em Chamonix. E lá fui eu, em uma viagem regada de locais maravilhosos, não voei, mas conheci paisagens incríveis, Milão, Lago di Como, Genova, Riviera Ligure, Pisa, Luca, Orvietto, Roma, Basano del Grappa, Lago di Garda, Veneza, Insbruck, Garmisch Partenkirchen, Füssen, Castelo de Neuschwanstein, Saint Morritz. E conheci Firenze e o David de Michelangelo.
Meu contrato previa 2 viagens internacionais por ano, um belo salário, e assim eu vi ao vivo o Steve Jobs, fui em dezenas de congressos em Boston, San Francisco, New York, Londres até para Birmngham e New Orleans eu fui. As viagens eram intercaladas com visitas constantes aos principais museus e exposições do mundo, e a todos os congressos sobre tecnologia. Fui recebida pelos maiores publicitários do mundo, o Washington escancara portas. Fiz amizades profundas, Sharon Beting e Cuca Petit. Conheci uma quantidade absurda de gênios, maior concentração de gênios por centímetro quadrado.
Entrei na posição errada. Eu entrei como uma espécie de Gerente de Suporte para os criativos, eu tinha que comprar Mac, instalar Mac, instalar software, descobrir problemas de softwares (adorava fazer isso), e até por papel em impressora. Criei um dos primeiros domínios de internet do Brasil, em 1995. Ninguém acreditava no assunto, só o Javier. Um dia, tive um chilique. Tá trabalho em um lugar fantástico, mas faço de tudo do trabalho do peão até do gerente, isso não dá mais. A gente se sujeita a tudo nessa vida, mas uma hora a coisa pega. E pegou. Comecei a ficar super desmotivada. Se alguém me pedisse para colocar papel em impressora eu ia querer matar. Foi aí que comecei a pensar que queria fazer outra coisa. Que precisava de uma oportunidade. Que aquilo lá já era. Nessas o Ricardo Freire, pois é, ele mesmo. Meu colega de serviço, rsrsr. Já escrevia sobre turismo. Eu, ele e a Sharon, minha best friend irmã, criamos um projeto que hoje seria o embrião do Viajem na Viagem chamado Freire’s. Nós nos reuníamos direto sobre isso, montamos tudo, queríamos transformar o Riq no Fodor’s brasileiro. Além disso eu conheci a Dilea Frate, grande amiga e gênia claro, que era responsável pelo Programa do Jô. A Dilea tinha que ler todos os jornais do mundo para se informar e fazer os textos que o Jô falava no começo do programa. Nessa ela percebeu que a imprensa era marrom por uma questão de audiência, desgraça vende. Mas que claro que existe milhões de notícias boas todos os dias no mundo, assim ela criou a Cia. da Boa Notícia e eu ajudei de tudo que é forma esse projeto decolar. Um belo dia, eu sentei para conversar com o Gabriel, mostrei algumas coisas que queria fazer, e disse que estava cheia. Eu lembro que ele disse, pois é temos um engenheiro, e queremos que ele seja o pedreiro. Ainda bem que ele se tocou. Eu virei para ele e disse, vou abrir uma empresa aqui, falei com o Javier, que por incrível que pareça, apesar de mais velho, era o mais inovador dos três. Disse que precisava sair 20 dias. Para elaborar tudo. Meu irmão, Beno, nessa época morava na California, em Berkeley, quem não conhece, aquilo é o celeiro do mundo em inovação, em contra-cultura. Excelente lugar para elocubrar. Lá fui eu para algum congresso em São Francisco, e foi aí que criei a POP COM. Criei o nome, criei o logo, levei meu computador de casa, fiz o diabo, me deixaram fazer tudo que eu queria. A POP COM foi uma das primeiras agências de internet do Brasil. Para mim tudo era meio óbvio, tínhamos as maiores contas Unibanco, Grendene, Sadia, O Boticario, imagina isso tudo de cliente? pois é não foi bem assim. Eu era muito rebelde. Não entendia muito de gerenciar pessoas, não entendia dos limites de cada um, e queria fazer só a parte legal. Com a POP COM fiz um projeto através da Lew,Lara, e do querido Luis Lara, para o Banco ABN-AMRO Real, visitei mais de 30 empresas nos Estados Unidos, em uma viagem de prospecção de novos negócios para o banco, entre elas Yahoo, Ebay, entre São Francisco, Los Angeles e Nova Iorque.
Logo em seguida dessa viagem, o meu primeiro cliente, outro gênio, me roubou da W/ no finalzinho de 1999. Jeff Slack, hoje presidente da IMG/Londres, maior empresa do mundo de gerenciamento de carreiras esportivas, estava montando um projeto gigantesco de mais de 1 bilhão de dolares com um fundo americano do Texas. Uma plataforma para o mercado de futebol na America Latina, nos moldes da NBA americana, ou seja, com grandes estádios, grandes merchans, com todos os tipos de ferramentas de marketing que existem para alavancar os times. Ele estava no Brasil negociando a compra do Corinthians. Foi ai que fui parar na PSN, meu primeiro start-up com grana, mas de terceiros. Olha é como se fosse nosso. Montei com mais alguns gênios, Pablo Azcurrain e Flavio Maria, uma operação em 4 países, nas cidades de Miami, cidade do México, Buenos Aires e São Paulo. Criamos o portal PSN.com com exclusividade F1, Copa Libertadores e Golf. Os portais do Corinthians, Cruzeiro, Figueirense, Colo-colo, Chivas, Tigre e até consultoria para o Inter de Milan eu fui dar, em italiano. Conheci pessoas sensacionais, grandes amigos hoje, mais gênios como o Fabio Akita e a Tarsila Steter da minha equipe de programadores, grandes designers e criativos, como Pat Larocca, Fabio Malx, Pablo Menezes, Romulo, Edu Souzacampus, e meu amor, Michel Serebrinsky. O Michel é insuportavelmente inteligente. Foram mais de 200 pessoas, fica até chato citar alguns nomes, mas todos eramos uma grande família. Passamos por tudo, bolha de internet, queda das torres, e aí o fundo desistiu. A PSN hoje é a FOX-SPORT-LATAM. Eu sai um pouco antes, destroçada de ter que contratar e depois mandar tanta gente embora, foi muito difícil. Foram anos para me recuperar.
Fiquei tão mal que resolvi virar hippie. A minha amiga irmã, Raquel, que mora há mais de 20 anos em Bruxelas, veio me visitar e estava enlouquecida com uns anéis de cristais. Ela me ensinou a fazer. Passei a estudar técnicas, fazer anéis lindos para todo mundo. Aí o povo queria comprar. Resolvi fazer um bazar em casa, e assim nasceu a EKB Bijoux. Fiz coleção para Bob Store, fiz coleção para Track&Field, exportei para Londres. Vou te contar, tinha vendedoras em um monte de lugar. Um belo dia, encontro um conhecido de trabalho o Beto Caleffi em Cambury. Ele vem me cumprimentar e a namorada dele só falta arrancar meu anel do dedo. Era a Catherine. Assim a Catherine Duvignau entrou na minha vida, 2003. Ela comprou um monte de aneis, vendia aneis para as amigas. Um dia ela me procurou e disse que tava cheia da Bates e queria trabalhar comigo com os aneis. Depois ela sumiu e apareceu uns 9 meses depois. Eu lembro que eu disse ainda bem que você não entrou nessa de anel comigo. Fiz tudo que dava, mas a grana que estamos acostumadas esquece. Isso é coisa de hippie. Quero voltar para o mercado. Nessas começamos a pensar em várias idéias, ela queria fazer alguma coisa que levasse ela para França, criamos o CreationBrésil, nessa o Michel embarcou também, um projeto para levar empresas brasileiras para França no ano Brasil/França. Isso não foi para lugar nenhum.
No meio do caminho, lá vem minha amiga Raquel outra vez com uma idéia genial, a Cowparade. Ela tava doida com as vaquinhas que tinham se espalhado por Bruxelas. Estavamos criando a Toptrends, montando um portfolio de projetos, e lá vou eu convencer os sócios para incluir as vacas. No fim todo mundo embarcou e foi assim que fizemos a Cowparade, a Rinomania, a CallParade, a Big Heart Parade e agora a Mônica Parade. Foram eventos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, tentativas em Brasilia, Salvador, Recife e São Luis, entre outras. Intensa convivência com pessoas de tudo que é lugar do Brasil, mais de 500 artistas, mais de 100 patrocinadores. Uma experiência absurda em termos de produção, em sociologia. Adorei conhecer tantos Brasis diferentes. Um dia ainda escrevo um livro sobre essa experiência, como são os gaúchos, os goianos, os curitibanos, os mineiros, os cariocas, não em simples viagens turísticas, mas vivendo intensamente praticamente um ano em cada uma dessas praças. Ninguém faz nada sozinho, tivemos equipes muito bacanas em cada praça, além da Tati, Leo, Kiki, Robertinha, Delza, Ozzy e Giba, que fizeram parte da equipe por mais tempo. E Cat e Michel, meus ex-sócios. Foram quase 10 anos de sociedade. Somos amigos, já demos muitas risadas juntos. Viajamos pacas juntos, até para Hong Kong e Taipei. Mas chega uma hora a gente precisa mudar. E pelo meu histórico, até que durei muito na Toptrends.
Em Outubro de 2012, conversando com meu marido, Michel Serebrinsky, no café da manhã, um assunto recorrente a vários anos, começamos a desenhar o projeto da Brazil ArtFair. Tanto eu como ele, queríamos fazer algo que nos levasse para o exterior, de preferência Miami, por ser mais perto do Brasil. A principio, ele que tocaria o projeto com um grupo de investidores. Eu seria apenas uma consultora, mas um contra-tempo em Abril desse ano me colocou dentro, e como estou feliz. Temos experiência em grandes projetos, adoramos arte e design e temos muita experiência internacional. A Braf nasceu de um conjunto de experiências adquiridas por nós dois, e de um fato, que é o primordial. Somos empreendedores. E empreendedores precisam empreender. E lá vamos nós novamente empreender. Essa história fica para depois, pois está muito no começo.
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