Do Ho Suh

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Do Ho Suh, nasceu em 1962 em Seoul na Korea. Filho de um artista famoso coreano, Suh morou na Korea até completar suas obrigações militares de 2 anos de exército e resolveu mudar para New York. Ele queria ter sua própria projeção e não ser apenas a sombra de um pai famoso. Nos Estados Unidos Suh conheceu uma realidade totalmente diferente do seu pais e de seus costumes. E trouxe muitas vezes para sua obra uma espécie de “homeseek”. Essa saudades da sua vida na Korea, fez com que Suh criasse uma técnica para replicar a casa dos seus país, e como ele mesmo diz, trazê-la junto com ele como se fosse um caracol. Suas instalações gigantes feitas de pedaços de uma tela transparente costurada são muitas vezes cópias idênticas de suas residências. Tanto em Seoul, quanto em New York. Hoje Suh mora e trabalha em Londres.

Mais uma vez na minha pesquisa de arte contemporânea asiática fico fascinada com a perfeição do acabamento oriental. A paciência em juntar e colar milimetricamente milhares de peças, tornam a obra de Suh algo maravilhoso de ser observado.

Outra temática recorrente na sua obra, é o excesso de pessoas. Suh conta que em Seoul tem tanta aglomeração concentrada na mesma cidade, que é comum as pessoas se tocarem ou se acotovelarem. Essa situação foi algo que chamou sua atenção na América, por não existir dessa forma. Suh retrata centenas de pessoas com uma expressão agradável, não de angústia com os braços para cima como se estivessem carregando alguma coisa, talvez o peso da vida. Lembram soldadinhos de chumbo, talvez sua referência da fase militar. Ele deixa essa interpretação para o espectador. A diversidade da sua criação chama atenção, pois utiliza diferentes suportes em obras sempre muito impactantes e muitas vezes com cunho político.

Suh é considerado pelos coreanos um dos mais importantes artistas contemporâneo da Korea, depois de Nam June Paik e U-Fan Lee. Sua obra já foi exposta em várias importantes instituições como a Tate Modern, Serpentine Gallery, 49th Venice Biennale, LACMA. E semana passada terminou sua exposição no MMCA de Seoul.

Pena, estou louca para ir para Seoul.

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