Golnaz Fathi

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E na onda de estudar arte contemporânea além das fronteiras, chego ao berço da civilização ocidental, a Pérsia, onde tudo começou. Estudei tanto o Tigre e o Eufrates, como os povos se dispersaram, a cultura, e hoje ficaram tão herméticos e sabemos tão pouco.

A arte islâmica é maravilhosa. Os arabescos, o turquesa, os azulejos e até as jóias. Um dos meus anéis favoritos é uma replica que comprei no Metropolitan de uma jóia persa em prata. Gosto tanto que fiz a versão em ouro.

E assim cheguei em Golnaz Fathi, uma das grande revelações da arte iraniana contemporânea. Nasceu em 1972, em Teerã. Uma mulher artista, nesse mundo tão masculino e machista. Onde a mulher nem pode mostrar seus cabelos, seu corpo, não pode isso, não pode aquilo, é tolhida de praticamente tudo, por conta dos costumes extremistas religiosos. Surge então Golnaz Fathi no meio dessa repressão toda.

Sua obra é caracterizada por cores forte. Muito vermelho, muito amarelo ouro, preto, azul escuro. Sem título para livre interpretação. Abusando da sua formação como caligrafa, tarefa exclusivamente masculina, que ela conseguiu estudar. Palavras soltas que não tem significado. O significado é a sensação que a obra transmite ao espectador.

E me transmitiu, ora liberdade, ora repressão, ora angústia, ora vazio, paz, silêncio, nos grandes espaços em branco, ora tumulto, ora uma certa sexualidade no vermelho. Uma beleza única. Estou apaixonada pelo trabalho de Golnaz Fathi.

Vale a pena ler o texto abaixo explicando a série dos círculos recortados. A terra das Mil e Uma Noites é cheia de magia e histórias, e essa série retrata bem esse período.

Ver obras de Golnz Fathi é possível na October Gallery de Londres ou na Pearl Lam Gallery de Hong Kong, Shangai e Singapura.

A selection of Fathi’s compositions, circles divided in half or quartered was shown in an exhibition of the artist’s works, Un / Written, held in Dubai, U.A.E., in June 2005 (fig.1).

These particular compositions are related to a specific site in Isfahan, Imam Square, covering an area larger than that of San Marcos Square in Venice, and flanked by important architectural spaces including mosques known for the particularly beautiful tiles of the domes and decorated façades, and the entrance to the large covered bazaar; the interior divided into separate areas for different types of goods for sale, such as carpets, textiles or metalwork. (2) Located in the center of Iran, in an earlier period Isfahan was called “half the world.” It was the 16th century capitol established by Shah Abbas I, the Safavid monarch known for his patronage of the arts and business. He brought skilled craftspeople to the city, many of whom contributed to his ambitious building campaign, as well as to other projects initiated during his rule.

Golnaz Fathi experienced a moment of intense personal insight while standing in the center of this immense space. According to the artist, the large expanse of the square, and the hidden interior spaces of the architectural sites around it, played an important role in the design of the paintings she completed after returning to Tehran from Isfahan (fig. 2). These paintings contain references to the concept of Isfahan as half the world, Imam Square, and the domes of the mosques through the sectioned circles of her compositions. In the first of the artworks completed after returning to Tehran Fathi used ultramarine and turquoise in reference to the decorated blue tiles of the dome of the mosque. For the second stage of the series Fathi relied on the rich colors of the ‘Ali Qapu Palace (fig. 3). The palace is an important architectural site for several reasons including the elaborately patterned exterior plaster, interior wall paintings, and the Musicians Room. With one exception the works end in monochromatic images; like the others these are also circles cut in half or quartered. However, the final painting includes the color red, a fragment of Hafez’ poem which is significant to the artist, and a straight thick black line leading out of the frame (fig. 4). According to the artist the inclusion of the red color signifies the end of a particularly difficult personal period and the move towards her most recent paintings. (3)
(Veja a matéria super recente da Globo sobre Isfahan para entender a referência, é simplesmente deslumbrante)

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