Matisse Cut-Outs

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Quem estiver perto de Londres ou indo para Londres, não perca o Matisse Cut-Outs que vai até 7 de Setembro na Tate Modern. Ou faça que nem eu assista em looping o video abaixo. Françoise Gilot, a famosa musa de Picasso, conta da sua vivência com Matisse, na época dos recortes…lindo..amo.

http://bcove.me/vpdkxo52

http://bcove.me/cfj4jcxo

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Kusama no Tomie Ohtake.

Volte para década de 50 e 60, e imagine essa maluquinha, peladona, cheia de bolinhas no corpo ao lado do Andy Warhol na famosa Fabrica, ou com outros peladinhos “performando” e “causando” na Brooklyn Bridge em NY. Yayoi Kusama é a vanguarda ainda viva, 85 anos, do pop-art no seu mais alto grau de pop-art, influenciou todos os artistas que vieram depois. Quase toda a expo que está aqui em Sampa é dessa época, menos esses quadros gigantescos, que foram pintados recentemente, depois de quase 30 anos de ausência de produção da artista. Kusama e: suas bolinhas, seus falos, isso mesmo pintos e mais pintos, sua taradice explicita, suas alucinações materializadas nesses quadros enormes, em esculturas, em instalações e em fotografias. A série Redes ou Net da década de 50 em telas gigantes brancas com bolinhas cinzas retrata uma loucura obsessiva de bolinhas, que são a imagem que ela transporta para a arte de seus momentos de alucinação causados por doença psiquica: uma esquizofrenia em bolinhas.

Entre agora na exposição com essas informações e veja que genial se torna esse trabalho. Fiquei a noite toda com bolinhas na cabeça… essa foto é da exposição na Tate. Aqui em São Paulo no Tomie Otahke os quadros estão em outra expografia, que chegou a me dar até tontura, com tanta informação de cor, quantidade de quadros, devem ser mais de 20, a perturbação das padronagens. Eu adorei. E o excesso de bolinhas…

San Ginés, Churros, Chocolate y Porras



No meio de uma matéria dos seis melhores lugares do mundo para chocolatras visitar, está a chocolateria San Ginés de Madrid. A San Ginés foi inaugurada em 1894 no Pasadizo de San Ginés, no centro antigo de Madrid.

Fiquei emocionada agora, essa eu até chorei. Puxa, quantas e quantas madrugadas, eu fiquei sentada esperando a San Ginés abrir, depois de uma balada na Joy, ou em outras tantas casas da cidade. A noitada em Madrid começava nos bares para tomar caña, como o Viva Madrid, na Plaza de Santa Ana, ou ouvir jazz no Populart, na Calle Huertas, depois ir dançar, e aí esperar a San Ginés abrir.

Se eu não me engano era por volta das 6h da manhã, parece que hoje abre 24hs. Eu, e todos os notívagos da cidade, que a impressão que dava, era praticamente toda a cidade, esperávamos ansiosos por aquele delicioso churros mergulhado no quentinho chocolate. Nada melhor para aquecer a madrugada fria madrileña e para cortar a bebedeira.

Nessa época Madrid tinha a melhor noite do mundo, comparada só com Ibiza. Os amigos que vinham me visitar, achavam que iam ver a Guernica de Picasso, o Prado, Goya, que nada passavam o dia dormido, depois da balada. Era balada de terça a sábado. Segunda para recuperar e domingo dia do cinema e do Retiro. E para voltar para casa? tinha que andar muito, pois era impossível pegar taxi, ou se esperava o metro abrir. Mas como a cidade inteira estava andando, era divertido.

Certa vez encontrei uma amiga da minha mãe com a família, em turismo na Espanha passeando pela Plaza Mayor pela manhã. Eu estava com aquela cara toda borrada, toda amassada, praticamente com os sapatos na mão. Essas coisas que não são para acontecer e acontecem, pois afinal o mundo é um ovo. Nunca esqueço, a mulher me perguntou onde eu ia, e eu disse: “Indo? Não tô voltando para casa.”. Assim era Madrid em 1989.

E o que tem a San Ginés de tão especial? Três itens no cardápio: café, e um churros sequinho delicioso que você mergulha em um chocolate quente, que só existe na Espanha. Se preferir pode ser com as porras, que são churros mais parecidos com os nossos, gordinhos. É indescritível de bom.

Madrid, me hecha de menos. Espero volver pronto a Madrid y pedir mi chocolate con churros…

http://www.chocolateriasangines.com/

As Vandas


Adoro plantas. Não tenho o dedo verde como o da minha mãe, que faz uma simples violeta de supermercado florir para o resto da vida, ou uma muda de arvore da felicidade chegar ao teto do apartamento, mas eu curto muito as que sobrevivem nas minhas varandinhas.

Tenho jabuticaba, tangerina, uma hortinha com manjericão e salvia, um pé de pimenta lindo, um ficus de 18 anos, uma renda portuguesa que em 18 anos tomou conta da floreira, gerânios que dão flores o ano todo, ráfia, outras que nem sei o nome, e um monte de orquídeas. Graças a Erica, minha jardineira preferida, as plantas andam bem felizes ultimamente, pois cultivar em varandas de apartamento, no 10o andar, é realmente uma tarefa bem complexa. Por conta das plantas nossa casa sempre tem passarinhos ao ar livre. Eu adoro tomar café da manhã e ficar olhando os passarinhos pulando de planta em planta na varanda. Nos Jardins tem passarinhos pacas, entre maritacas, canários, beija-flor e outras espécies.

Adoro flores. Principalmente primaveras, girassóis, margaridas, azaléias, hortênsias, as flores do ipê e orquídeas. As de corte eu morro de pena.

Quando começou o ataque das phalenópolis, as orquídeas que duram mais de dois meses e são vendidas em qualquer supermercado de São Paulo, comecei a me interessar pelo assunto e pesquisar outras espécies. Meu amigo Fabio Malx, que também tem varanda, e gosta de planta, entrou na onda, e fomos em uma feira de orquídeas que tem há uns 50 anos na Liberdade. Alias a 90a Exposição de Orquídeas foi justo no fim de semana passado. Ficamos os dois doidos. O universo é gigantesco e muito lindo, mas o que realmente nos encantou foram as vandas. As vandas são os diamantes das orquídeas. Levam anos e anos para se desenvolver, uma vanda de 30 anos, pode custar milhares de reais, e tem uma beleza indescritível, e cores também maravilhosas, como um azul, e um purpura característico das vandas.

Como eu não me contento com nenhum conhecimento raso, não preciso dizer que comecei a ler tudo de orquídeas. Comprei plaquinhas para identificar as que tinham em casa: quando comprei, nome, espécie, quando floresceu, etc. Eu juro que tentei, mas descobri que para cultivar orquídeas tem que ter aquele gene oriental, aquela paciência e delicadeza milenar, algo impossível para uma ariana. Eu olhava todo dia para as orquídeas, e comecei a pegar bode, nada dava certo. Até que resolvi desencanar, mudei de lugar, e pumba…tudo floresceu…orquídeas são mega temperamentais, elas gostam do que elas gostam, nada de você querer impor local, quantidade de água, etc.

Existem mais de 50 mil espécies de orquídeas no mundo, 20 mil podem ser encontradas na natureza, e outras 30 mil foram criadas em laboratório, no Brasil temos por volta de 2.500 espécies registradas. Quando eu estava em meu ataque total de orquídeas, cheguei a pesquisar uma viagem para Thailandia para visitar os vandarios e fazer passeios pelas florestas e ver as orquídeas na natureza. A Thailandia é um dos maiores exportadores e cultivadores de orquídeas do mundo.

Temos alguns apreciadores de orquídeas famosos, o Antonio Bernardo, joalheiro maravilhoso, mantém o orquidário do Jardim Botânico no Rio de Janeiro. O Lenine, músico sensacional, também cultiva mais de 6000 orquídeas em sua casa.

E o que provocou todo esse assunto? Inhotim, em Brumadinho, o museu mais maravilhoso que temos no Brasil, além das obras, a maior quantidade de espécies de palmeiras, um paisagismo deslumbrante, tem um vandario. Quando fui lá as vandas, estavam mais para lá do que para cá, mas parece que deram uma atenção e essa semana re-inauguram novamente o vandario.

Nesse domingão meio xoxo aqui em São Paulo, vale viajar pelas vandas, ou quem sabe ir no Parque Villa Lobos visitar o Orquidário Ruth Cardoso, que acabei de descobrir que existe…

Charles Schultz, ArtSlant, during Miami Art Week.

“There was never a Chinese art fair, but now there is the Brazil Art Fair, and it is utterly unique in so far as it is the only nationally oriented fair in the mix. All the galleries are either from Rio or São Paulo, but there is no more homogeneity to the artwork on view than one would expect from LA or NYC. In fact, it’s wildly diverse. Prior to entering the fair, I was terribly ignorant about Brazilian art. Now I’m a fan, and that’s partly because of the infectious enthusiasm of the gallerists, all of whom I spoke with were showing in Miami for the first time. ”

Charles Schultz, ArtSlant, during Miami Art Week. Dec, 2103