Artur Lescher, o designer industrial das artes e seus rios.

Lescher nasceu em São Paulo em 1962. Chegou a iniciar o curso de filosofia na PUC, mas a sua formação artística se deu realizando cursos livres. As suas esculturas/instalações são elaboradas com materias diversos como bronze, cobre, metal, madeira, papel e normalmente são concebidas em processos industriais.

Como explica Artur em uma de suas entrevistas, ele é o diretor da peça e cada trabalho faz a sua parte como ator. A presença do público e a interação com o trabalho transcrevem cada linguagem proposta pelos materiais. O tema rio é descrito em instalações de malha de ferro e outras em papel. O trabalho em si nada tem de rio, mas os atributos estão presentes. A longa extensão na instalação de 2000 metros de papel, o percurso, as diversas vistas, observando consegue-se enxergar o rio. Fotografar a obra de Lescher parece uma tarefa difícil já que a mesma muda totalmente de perspectiva em função do ambiente. Logo, observá-la, rodea-la é sempre mais interessante.

A limpeza e perfeição de cada elemento que compõe a sua obra, remetem a polias, partes de máquinas, ou até objetos de design, produtos da indústria. E assim, sem colocar a mão, detendo a técnica de criação, design e entendimento dos materias, Artur concebe esculturas, muitas vezes suspensas, que dialogam com os ambientes expostos e com o espectador de maneira brilhante.

Em 2014, Lescher foi um dos artistas convidados da Mostra Made by… Feito por Brasileiros no antigo Hospital Matarazzo. Dessa vez utilizando de água, muita água, de reuso, Lescher fez chover abundante e incessantemente na antiga lavandaria do hospital. Como se estivesse lavando as memórias do local para receber o seu novo momento na história. Dessa vez o seu rio tinha finalmente o elemento principal: a água.

Lescher é considerado um dos maiores expoentes da arte contemporânea brasileira. A sua obra faz parte das principais coleções como Pinacoteca, MAM, Malba, Museum of Fine Arts Houston e é representado pela Galeria Nara Roesler.

Tomás Saraceno, the scientist artist.

 

Nasceu em San Miguel, Tucumán, Argentina, em 1973. Com apenas um ano de idade foi morar em Milão, por causa do exílio da ditadura, e voltou aos 11. Atualmente mora em Berlim. Tomás é formado em arquitetura, pós graduado em arte e foi artista residente do International Space Studies Program da Nasa. Tomás se considera um eterno estudante.

A sua obra transita em conceitos complexos de engenharia, física, química, aeronáutica e ciência pura, com o auxílio de uma tremenda criatividade. Saraceno cria verdadeiras biosferas, em tamanhos diversos. Para Tomás a arquitetura não se resume a edifícios, qualquer tipo de estrutura depende de um projeto arquitetônico. Assim ele intitula suas obras de projetos. Explicar a complexidade de Tomás não é fácil. Os projetos podem ser em formato de bolhas de sabão,  em formato de moléculas, verdadeiras teias de aranhas. E o expectador participa do projeto tentando sair desses labirintos de bolhas, redes, materiais que afundam. Muitas vezes esperando que alguém caminhe do outro lado da instalação para conseguir sair de uma área que afundou. Ou seja, Tomás é tão complexo, que só podia ser o artista a inaugurar os lectures do CAST (Center for Art, Science & Tecnology) do MIT. Ele inicia a lecture de uma maneira meio tímida, no seu inglês carregado de sotaque italo-portenho: “I don´t like to make presentations about my work, it´s more about you and what you can imagine..” , e emenda em um papo de 1h30 explicando o talvez inexplicável.

Em 2012 sua instalação “Cloud City” foi exibida no fantástico Met Roof em Nova Iorque.

A estrutura em formato de molécula refletia a cidade e sua beleza em diversos espelhos. Cada projeto explora a relação do ser humano com o espaço e a utilização de diversos materiais, que captam energia solar, que possibilitam voos, que mudam a relação que temos com o universo. A impressão que dá é que Tomás quer que as pessoas se sintam parte de um novo ecosistema, do seu sistema, tendo essas experiências sensoriais de maneira diferente do que estão acostumadas.

Simplesmente um dos artistas mais geniais que tive a oportunidade de conhecer nos últimos anos.

 

Galeria Esther Schipper, Berlim

Peter Doig, stroke of genius (*)

Nasceu em 1957 em Edimburgh na Escócia. De praticamente desconhecido, Peter Doig, passou a ser o artista europeu vivo mais valorizado no mercado da arte. Passou Damien Hirst e seu tubarão em formol. Estabeleceu, assim, um novo parâmetro para os artistas figurativos. A volta da pintura, do óleo, da técnica, da precisão, é isso que demonstram os leilões das maiores casas de Londres e NY. Doig é uma pessoa simples, não dinheirista e midíatica como seu antecessor Hirst, e continua na vida pacata de Trinidad, sua casa desde 2002, dando aulas quando pode e pintando suas imensas telas. Viveu no Canadá por muito tempo e paisagens de neve fazem parte do seu imaginário. Nas suas telas encontram-se referências de todos os lugares onde viveu, passou, fotografou e observou. Doig faz praticamente uma colagem de cenas que observou. Nenhuma cena é fiel, apenas inclui um elemento como a ponte em arco-íris, o cavalo, a figura meio soturna. Através de sua coleção de fotografias, Doig compõe as imagens e tornam verídicas para nós espectador. A impressão que temos é sempre estarmos em um ponto de perspectiva de observador. Tornando a nossa presença como essencial, somos os observadores da cena.
Em sua exposição individual em 2008 na TATE Modern, Doig gravou essa entrevista, um making-of imperdível da montagem da exposição e a abertura da sua caixa de segredos, onde guarda todas as referências para concepção da sua obra.
Os valores do mercado de arte são realmente sem nexo, mas eu estou mais para Peter Doig como bola da vez
Galeria Victoria Miro Londres e Michael Werner Nova Iorque
* o título é do The Guardian, quando Doig atingiu sua maior marca no leilão da Christie’s U$ 26 milhões em maio/2015.

Not Vital, o mais elegante dos artistas.

 

Nasceu em 1948, na região de Engadin, Sent na Suiça. As montanhas e as imensas paisagens brancas, cobertas de neve, sempre foram a maior fonte de inspiração de Vital. Para quem já foi para Saint Moritz e região sabe da beleza indescritível do lugar, em qualquer época do ano. Outra característica da região são espaços enormes com uma quantidade mínima de pessoas habitando a área e as famosas vaquinhas suiças.

A obra de Vital é muita branca, extremamente elegante e bastante inspirada em Brancusi, como ele mesmo afirma em uma de suas entrevistas, seu escultor predileto. Além de escultor, pintor, desenhista, filantropo, Vital é arquiteto-artista. Utliza materiais nobres como o mármore e o aço e está sempre re-criando a sua obra. Suas diversas casas/esculturas espalhadas por paisagens inóspitas como a Patagônia e Agadez, e vários projetos ainda não executados, privilegiam as vistas. O seu sonho é ter uma casa/escultura em cada continente para admirar as estrelas.

O famoso projeto Sunset House de Agadez, em Niger, foi feito de maneira que o espectador pudesse apreciar o fantástico por do sol africano e as estrelas, utilizando mão de obra  e materiais locais como o adobe. A casa/torre de 4 andares era a maior estrutura já construida na região. Outra casa foi esculpida em sua ilha na Patagônia Chilena, a casa NotOna. Essa ilha tem uma característica peculiar, além das rochas, árvores, ela esconde uma ilha de mármore. A casa novamente feita de adobe permite ao espectador apreciar a paisagem da Patagônia e suas diversas nuances de cores. As suas casas são verdadeiros monumentos em lugares onde não tinham monumentos.

A convivência em Agadez fez Vital pensar em um projeto para comunidade local. Assim construiu a Makaranta, uma escola em formato de pirâmide, onde os alunos sentam nos diversos degraus para assistir a aula ao ar livre. Na parte interna eles podem usar para atividades em dias de chuva, fazer as refeições ou dormir. Existe a lenda que  os tuaregues – os povos nômades da região, eram contra a escola porque acreditavam que se as crianças aprendessem a ler e a  matemática, não seriam mais capazes de ler as estrelas. Dessa maneira, o formato de escadaria, em estrutura de pirâmide criado por  Not Vital, proporcionava que os alunos pudessem aprender ao ar livre, seguindo os preceitos da cultura nômade e mesmo assim teriam um lugar centralizado para incentivar a educação. Em uma entrevista Not Vital explica que o custo de construir escolas seria muito maior e essa estrutura consegue atender até 450 estudantes. Not Vital conseguiu criar ao mesmo tempo um monumento e a maior sala de aula ao ar livre.

Vital é um nômade, em cada biografia ou entrevista encontrada, ele está vivendo em dois, três lugares diferentes. Entre eles Pequim onde a cena artística e convivência com Ai Wei Wei favorecem seu trabalho criativo. Agadez em Niger. New York onde começou sua carreira. Luca na Itália em busca das origens. No Lago General Carrera, na Patagonia Chilena. E mais recentemente no Rio de Janeiro. E sempre na sua cidade de origem, Sent.

Dessa sua passagem pelo Rio resultou em duas exposições no Brasil e na representação pela galeria Naria Roesler. A última exposição terminou ontem. Suas cabeças esculpidas em aço inoxidável e diversos desenhos faziam parte da mostra. Essas cabeças foram feitas na China, onde Vital encontrou mão de obra capaz de executar com maestria o que pretendia.

Em um artigo do crítico Andrew O´Hagan do NYT, ele descreve Vital com um dos maiores artistas contemporâneos, comparado a Picasso, Dalí, entre outros grandes. Andrew foi visitar Vital em Sent e conheceu seu jardim de esculturas, seu estúdio, sua fundação e teve o privilégio de passar alguns dias com esse grande artista, o que o tornou ainda mais entusiasta da obra de Vital. Em seu jardim em Sent visitou mais uma de suas casas, a Casa Invisível, projeto que desaparece na floresta suiça. Como diz Andrew, Vital enxerga o universo de sua maneira singular e de uma forma bastante elegante.

Sebastião Salgado, o filosofo. O fotografo. O Marco Polo. O olho de dentro do olho do outro. O gênio.

Em Maio de 2013 eu estava no Rio de Janeiro à trabalho e recebi o convite para o lançamento da Genesis de Sebastião Salgado. Teria a inauguração da exposição no Jardim Botânico e outro evento na Galeria Tempo. Não fui a nenhum dos dois. A Dilea, minha grande amiga, me levou para assistir um show no Espaço Tom Jobim, local deslumbrante no Horto do Rio, antes de irmos para as exposições. Acontece que o show da Bianca Gismonti era tão absurdo de bom, o melhor show de música brasileira que assisti nos últimos tempos, que não deu para sair no meio, ficamos até o final. Perdemos o Salgado, mas eu ganhei a Bianca Gismonti na minha vida. A doce e linda Bianca, excelente cantora, compositora, pianista virtuosa, filha do também virtuoso Egberto.

Logo em seguida na ArtRio, também no Rio de Janeiro, a Taschen tinha o livro em formato gigante em seu stand na feira. A minha obsessão na época era a nossa feira que teria sua primeira edição naquele ano, outra vez vi e não vi a Genesis.

Esse assunto está na minha cabeça desde então.

Em 1997 eu conheci os Trabalhadores, livro que faz parte da minha coleção. Não lembro se conheci Salgado, pode até ser. Não sei se foi o Washigton que me introduziu a ele, pode até ser, pois a W/ era muito próxima da Cia. das Letras, editora do livro. Não lembro se fui na exposição de Trabalhadores, tenho uma lembrança de algo na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Pode até ser. O que tenho certeza é que esse livro me marcou. Marcou por serem as fotografias mais fortes e impressionantes que eu já tinha visto ou vi do ser humano. Em Trabalhadores, Salgado retrata o que a Revolução Industrial provocou ao principal animal que habita esse planeta. A corrida desenfreada por dinheiro independente das condições para obtê-lo. Quer seja perdido entre milhares nas imagens fortíssimas de Serra Pelada, quer seja em Minas de carvão e minério. Tudo para enriquecer pouco e escravizar muitos. Nunca mais comprei um livro de Salgado, fiquei tão chocada com Trabalhadores e Terra, que não conseguia nem folhear as outras, como ela chama, reportagens.

Nesse último domingo, o documentário sobre a vida de Sebastião Salgado concorreu ao tão sonhado um-dia-vamos-ter-o-Oscar-brasileiro. The Salt of Earth, foi dirigido por Wim Wenders e por Juliano Salgado, filho de Sebastião. Na última sexta-feira no meio das barbáries das notícias do Jornal Nacional, eu me pego concentrada na frase de Juliano Salgado: “Eu precisei fazer esse documentário para entender meu pai. Um pai ausente. Que na minha visão de filho sempre me abandonava em busca de novas aventuras. Fui atrás dele, participar dessas aventuras e descobri meu pai.”. Achei muito bonito e da sexta até hoje de manhã a minha cabeça está repleta de Salgado. Assisti o documentário, mesmo com áudio em inglês, francês e português, legenda em espanhol.  Terminou e meu cérebro tinha dado um nó de tanta língua e tanta informação. Assisti dezenas de entrevistas, outros documentários, li tudo que encontrei. Revi meus Trabalhadores e todas as fotos. Fiquei triste que o documentário não ganhou o Oscar, mas eu ganhei um absurdo de conhecimento sobre o ser humano, nosso planeta, sobre a vida.

Sebastião Salgado nasceu em Aimorés (Minas Gerais), em 1944. Foi criado em uma fazenda circundada por uma imensa Mata Atlântica. Essa fazenda dava toda a subsistência para a família de Sebastião e suas seis irmãs. Tudo era tirado da terra. Aos 15 anos Sebastião foi para Vitória completar o segundo grau e pela primeira vez se deparou com a cidade grande e com algo chamado dinheiro. Até então nunca precisou de dinheiro para comprar comida. De Vitória veio para São Paulo onde se formou em Economia na USP. Conheceu sua Lélia. Mulher que o acompanha a mais de 50 anos. Sua melhor amiga, sua agenda, sua administradora, sua curadora, sua esposa e mãe dos seus dois filhos. Na verdade Sebastião Salgado é a dupla Sebastião-Lélia. Os dois jovens enveredaram pelos movimentos de esquerda da época da Ditadura, e em 1969 perceberam que o clima era muito pesado por aqui e resolveram imigrar para França. Foram de navio para Paris. Em Paris Salgado fez mais cursos de economia, mestrados, e foi contratado pela Organização Mundial do Café para fazer alguns trabalhos na Africa. Assim começou seu contato com a realidade dos países africanos. Lélia se formou em arquitetura e um dia comprou uma câmera fotográfica com lentes especiais. Em uma dessas viagens Sebastião resolveu levar a câmera e ao voltar e mostrar as fotografias para Lélia, ela ficou maravilhada com o olhar do marido. Depois de um tempo, os dois resolveram abandonar as carreiras e se dedicar a esse olhar de Sebastião. Nessa época com 29 anos de idade, bem sucedido, Sebastião começou de novo. Foram atrás de agências de notícias, principais revistas e jornais, até que conseguiram o contrato com a Sygma em 1973. Nos primeiros anos o trabalho de foto-jornalismo rendeu fotos marcantes como o atentado a Ronald Regan e várias fotos da miséria na Africa. Com um certo capital e sucesso como foto-jornalista, o casal, resolveu investir no que eles chamam de reportagens. Escolhiam um tema e durante anos de pesquisas, dezenas de viagens, períodos longos em contato com outras culturas e povos, esse material era compilado em exposições, livros, palestras e divulgado no mundo todo. Foi assim que nasceram: Outras Américas, Trabalhadores,Terra,  Êxodos, Genesis, entre outros trabalhos.

Essas expedições, dignas de Marco Polo, são organizadas por Salgado e Lélia através de muita pesquisa para definir o tema e de um tremendo trabalho de logística. Normalmente os trabalhos levam uns 8 anos para serem concluídos. Sebastião fica muitas vezes dois a três meses convivendo nas regiões que visita. Sebastião conhece mais de 130 países, talvez seja o ser humano que mais viveu experiências com outros seres humanos em profundidade. Essa profundidade trouxe para Sebastião um conhecimento da nossa espécie inacreditável. E muita frustração. Frustração essa que o deixou doente, depois de um período largo em Ruanda onde estava registrando imagens para o seu Êxodus. Êxodus retrata o sofrimento dos refugiados de várias situações de guerra e perseguições em diferentes países. Em Ruanda, em 1996, Salgado presenciou o sofrimento e a morte de centenas de milhares de refugiados, eram mais de 2 milhões, era um mar de gente desnutrida, sem a menor condição de higiene, de vida, morrendo aos milhares pelas ruas. As fotos desse período são extremamente fortes. Essa força e triteza que nos atormenta pelas fotos, deixou Salgado doente. Voltou para Paris, desacreditado da humanidade. “Como nós os animais teoricamente mais inteligentes podíamos cometer tamanha barbárie? como podíamos conviver com essa barbárie toda?” ele não podia mais.

Nessa mesma época seu pai o salvou desse descrédito da humanidade. Seu Sebastião, pai, como o mesmo nome e feição, estava bastante velhinho e resolveu doar em vida a fazenda onde seu único filho homem tinha sido criado. Ao retornar a sua casa, Salgado se assustou com a erosão das terras. “Onde esta a Mata Atlântica?”, tinha desaparecido por completo. Foi quando sua iluminada Lélia teve a idéia de eles replantarem a floresta. Assim nasceu o Instituto Terra. As fotos de como estava e de como está hoje a área são impressionantes. Com esse trabalho Sebastião resgatou sua vontade de viver e resolveu atentar para outro olhar. O olhar do que ainda temos de bom e que devemos cuidar. Foi assim que surgiu a idéia da reportagem Genesis. Pela primeira vez, Salgado iria retratar outros animais que não fossem os humanos. A pesquisa revelou que ainda temos 47% da terra intacta, sem ter sofrido interferência humana. E foi atrás dessas áreas com menor interferências, de civilizações que sofreram os menores contatos e de animais, que Sebastião foi atrás. Foram oito anos de aventuras. No Brasil, Salgado apenas me ratificou algo que sempre me chamou atenção em relação aos indígenas brasileiros. Ao meu ver, as comunidades indígenas brasileiras  são extremamente não evoluídas, brinco que não construíram pirâmides, ainda estão na época da mandioca. Mas quem sabe seja essa a verdadeira evolução? saber preservar tudo ao seu redor. E foi isso que Salgado também percebeu, que essas comunidades vivem em perfeita harmonia com a natureza, retirando o mínimo que precisam para sobreviver, realizando seus cultos, suas festas, felizes com a sua cultura e seu modo de vida. Não acredito que o índio sofra de depressão, ansiedade ou qualquer outra doença que criamos por conta dessa nossa vida totalmente sem limites. Nessas áreas a Mata Atlântica permanece intacta.

Viver com Salgado esses dias me trouxe a tona várias questões filosóficas sobre a vida e como a fotografia pode transmitir histórias completas em um clique que é apenas uma fração de um segundo.

Bom dia!